Um novo caminho para a regularização fundiária urbana para os povos indígenas das cidades

Concessão de Direito Real de Uso (CDRU) em prol da justiça social e climática

Autores

DOI:

https://doi.org/10.55663/RBDU.v11.i20.ART04.PE

Palavras-chave:

Concessão de Direito Real de Uso (CDRU), indígenas em contexto urbano, direito à cidade, justiça climática, vulnerabilidades

Resumo

Esta pesquisa tem o objetivo de descrever como a Concessão de Direito Real de Uso (CDRU) de bens inservíveis/ociosos da Administração Pública pode ser um instrumento de garantia do direito à cidade de populações indígenas em contexto urbano, respeitadas as múltiplas identidades e as especificidades desses povos, de modo a promover a justiça climática. Com análise documental, são analisados dois casos de indígenas em contexto urbano: o do povo Karaxuwanassu, de Pernambuco, e o dos povos Kaingang, Guarani e Xokleng, de Santa Catarina. É feita uma discussão sobre os desafios enfrentados pelos indígenas, em termos de acesso a direitos sociais e respeito às identidades territoriais. Também se debatem as dimensões do direito à cidade como um meio de promoção do acesso a infraestrutura adequada e diminuição de vulnerabilidades por meio da governança democrática da cidade e sua interdependência com a justiça climática. Os estudos de caso mostraram que, apesar da ausência de uso da CDRU, o instrumento pode contribuir para políticas públicas de promoção do direito à cidade de povos indígenas, garantindo as suas identidades territoriais e acesso à moradia digna. Promove-se, assim, justiça climática, ao incluir populações marginalizadas e diminuir as assimetrias nos impactos da mudança do clima.

Palavras-chave: Concessão de Direito Real de Uso (CDRU); indígenas em contexto urbano; direito à cidade; justiça climática; vulnerabilidades.

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Biografia do Autor

Aída Carolina Silvestre Teixeira, Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)

Doutoranda em Direito na Universidade Federal de Pernambuco ( UFPE), mestre em Direito pela UFPE. Pós-graduação em Direito Penal e Processual Penal pela Autarquia do Ensino Superior de Garanhuns ( AESGA). Bolsista da Fundação de Amparo a Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco ( FACEPE).Pesquisadora no programa de extensão Acesso ao Sistema Interamericano de Direitos Humanos ( aSIDH/UFPE).

João Vitor Sales Zaidan , UFPE

Graduando em Direito na Universidade Federal de Pernambuco. Pesquisador em Direito Internacional dos Direitos Humanos. Bolsista da Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco.

Talden Queiroz Farias, UFPE/UFPB

Advogado, consultor jurídico e professor de Direito Ambiental da graduação e pós-graduação (mestrado e doutorado) UFPB e da UFPE. Pós-Doutor e doutor em Direito da Cidade pela UERJ com estágio de doutoramento sanduíche junto à Universidade de Paris 1 – Pantheón-Sorbonne (bolsa CAPES/COFECUB).Autor de publicações nas áreas de Direito Ambiental e Urbanístico.

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Publicado

23.09.2025

Como Citar

SILVESTRE TEIXEIRA, Aída Carolina; SALES ZAIDAN , João Vitor; QUEIROZ FARIAS, Talden. Um novo caminho para a regularização fundiária urbana para os povos indígenas das cidades: Concessão de Direito Real de Uso (CDRU) em prol da justiça social e climática. Revista Brasileira de Direito Urbanístico | RBDU, Belo Horizonte: Fórum, v. 11, n. 20, p. 103–132, 2025. DOI: 10.55663/RBDU.v11.i20.ART04.PE. Disponível em: https://biblioteca.ibdu.org.br/direitourbanistico/article/view/987. Acesso em: 8 fev. 2026.

Edição

Seção

JUSTIÇA CLIMÁTICA E AS LÓGICAS REMOCIONISTAS